A Paula é agradavelmente surpreendente e coerente! Penso que já viu a Luz e tem horror à caverna. Sócrates e Platão gostariam muito de a questionar e discutir consigo!
A Alegoria da Caverna de Platão? Sim. Claro. Mas com a pós-contemporaneidade, a caverna sofreu algumas reformas, transformando-se num edifício luxuoso numa grande avenida, as sombras são projetadas pela televisão, com o auxílio estupendo, dos média e a credulidade e obediência cega dos indivíduos e da sociedade. A grande novidade é que a caverna também ganhou mobilidade, e os seres levam consigo para qualquer lugar as sombras, que ganharam as mais variadas formas, cores e brilhos, o que naturalmente levou-os à ideia de que não são mais sombras nem vivem numa caverna, pois andam soltos aí pelo mundão. Mas, o melhor de tudo é que Platão chegou à conclusão de que a sua Alegoria tem um brilho eterno, mudam-se os tempos, evoluem as cavernas, transformam-se as sombras, mas os seres continuam os mesmos, vendo tudo através daquilo que não é nem nunca foi, nunca conteve nem está contido na Verdade.
Somente posso falar na perspetiva da Alegoria da Caverna, na qual os seres que vivem das imagens projetadas nas paredes – sejam essas as paredes da caverna, do edifício, da casa, da própria consciência humana, enfim – pensam apreciar a Verdade, quando apenas estão a contemplar as representações de algo que desconhecem, mas julgam conhecer. Portanto, aqui, a Verdade não são as imagens projetadas nas paredes, já que existe uma distância abissal entre o que algo é e a sua projeção. Assim, faço uma analogia entre os seres da Alegoria da Caverna e a maioria dos indivíduos da nossa sociedade que veem a vida através das imagens e informações – fruto da distorção e manipulação – que lhes são repassadas pela grande média. Nesse contexto, a Verdade não sendo fruto de quaisquer distorções, é a integridade do que é representado e não a sua representação. Pode-se até conceituar a palavra Verdade; defini-la, um tanto difícil, complexo! Afinal, são tantos os olhares, as nuances, as perspetivas, as filosofias... Abraços.
O mito da caverna, também conhecido como alegoria da caverna, prisioneiros da caverna ou parábola da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade
Está cheio de gente assim, sempre esteve. Gente que não tem a mente aberta, que antes de dizer que alguma coisa é produto da imaginação ou até da loucura de outro, deveria pesquisar mais, meditar mais., procurar a verdade.
O que é a caverna? O mundo de aparências em que vivemos. Que são as sombras projetadas no fundo? As coisas que percebemos. Que são os grilhões e as correntes? Nossos preconceitos e opiniões, nossa crença de que o que estamos percebendo é a realidade. Quem é o prisioneiro que sai da caverna? O filosofo. O que é a luz do sol? A luz da verdade. O que é o mundo iluminado pelo sol da verdade? A realidade. Qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A filosofia.
Mas por favor não me falem em Sócrates !!!! PLEASEEEEEEEEEEEE .....
Alegoria sobre a ignorância do homem frente ao vasto campo do desconhecido. Será que nossas verdades se resumem apenas ao que percebemos com nossos cinco sentidos? Até hj, Nós ainda vivemos nossa própria caverna de platão. Livre é quem pensa!
Pílula vermelha ou azul? sempre haverá quem prefira manter-se na ilusão pois não tem forças suficientes para aguentar o período de transição entre a ilusão(maya)e a iluminação. Lembremos,pr ex, do personagem de Matrix(já que você optou por fazer este paralelo) que trai Neo e Orpheus porque queria sentir novamente o gosto de um bom bife e um bom vinho,mesmo sabendo que se tratava-se de uma ilusão. Mas esta mensagem exortando-nos a uma busca pela Verdade e pelo Real não está presente apenas na cultura grega,mas ,como muitos devem saber, também na cultura indiana,chinesa, japonesa e até entre algumas tribos indigenas brasileiras. E não deixa de ser interessante estarmso tendo esta discussão no mundo virtual!rs
A filosofia acaba sempre por falar da posição dos homens, obedece sempre ao programa que Platão lhe traçou: “O objecto da Filosofia é o homem e o que diz respeito à sua essência de sofrer e de agir”. Mesmo no mundo virtual...
Minha alusão ao mundo virtual foi feita pois ele é para muitos uma caverna dentro da caverna, além de se refugiarem da realidade ou da verdade(são a mesma coisa?) mantendo-se presos ao senso comum, limitam-se mais ainda privandose das experiencias que o mundo não virtual poderiam lhes proporcionar.
Vemos nesta analogia tb medo diante do desconhecido em geral. isso nos demonstra como o conhecimento ( na sua culminação: o auto-reconhecimento) é o mais fudamental que temos. Mesmo que Darwin queira nos degradar a um monte de células organizadas por uma inteligência que ele mesmo nem pode explicar, o que os rege em última instância é o nosso eu. Quanto mais desenvolvido este, maior a mais firme a orientação que temos.
Para nos superarmos a auto-análise é essencial. A filosofia acaba sempre por falar da posição dos homens, obedece sempre ao programa que Platão lhe traçou: “O objecto da Filosofia é o homem e o que diz respeito à sua essência de sofrer e de agir”.
LadyMaryBoleyn2 disse
A Paula é agradavelmente surpreendente e coerente! Penso que já viu a Luz e tem horror à caverna. Sócrates e Platão gostariam muito de a questionar e discutir consigo!
em 26 Fev, 2012 - Para responder identifique-se - Comunicar
Angileir disse
A Alegoria da Caverna de Platão? Sim. Claro. Mas com a pós-contemporaneidade, a caverna sofreu algumas reformas, transformando-se num edifício luxuoso numa grande avenida, as sombras são projetadas pela televisão, com o auxílio estupendo, dos média e a credulidade e obediência cega dos indivíduos e da sociedade. A grande novidade é que a caverna também ganhou mobilidade, e os seres levam consigo para qualquer lugar as sombras, que ganharam as mais variadas formas, cores e brilhos, o que naturalmente levou-os à ideia de que não são mais sombras nem vivem numa caverna, pois andam soltos aí pelo mundão. Mas, o melhor de tudo é que Platão chegou à conclusão de que a sua Alegoria tem um brilho eterno, mudam-se os tempos, evoluem as cavernas, transformam-se as sombras, mas os seres continuam os mesmos, vendo tudo através daquilo que não é nem nunca foi, nunca conteve nem está contido na Verdade.
em 14 Dez, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Paula respondeu
O que é a Verdade?
Angileir respondeu
Somente posso falar na perspetiva da Alegoria da Caverna, na qual os seres que vivem das imagens projetadas nas paredes – sejam essas as paredes da caverna, do edifício, da casa, da própria consciência humana, enfim – pensam apreciar a Verdade, quando apenas estão a contemplar as representações de algo que desconhecem, mas julgam conhecer. Portanto, aqui, a Verdade não são as imagens projetadas nas paredes, já que existe uma distância abissal entre o que algo é e a sua projeção. Assim, faço uma analogia entre os seres da Alegoria da Caverna e a maioria dos indivíduos da nossa sociedade que veem a vida através das imagens e informações – fruto da distorção e manipulação – que lhes são repassadas pela grande média. Nesse contexto, a Verdade não sendo fruto de quaisquer distorções, é a integridade do que é representado e não a sua representação. Pode-se até conceituar a palavra Verdade; defini-la, um tanto difícil, complexo! Afinal, são tantos os olhares, as nuances, as perspetivas, as filosofias... Abraços.
julio ventura disse
O mito da caverna, também conhecido como alegoria da caverna, prisioneiros da caverna ou parábola da caverna, foi escrito pelo filósofo grego Platão e encontra-se na obra intitulada A República (livro VII). Trata-se da exemplificação de como podemos nos libertar da condição de escuridão que nos aprisiona através da luz da verdade
em 23 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Albertosi disse
Não sei nada dessa treta, mas quando tiver aqui um tempinho disponível na repartição, prometo que vou pesquisar.
em 22 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Paula respondeu
Treta... Não creio...Então e o Matrix?
Rubin,o paparazzo,o Lozinho ® disse
Está cheio de gente assim, sempre esteve. Gente que não tem a mente aberta, que antes de dizer que alguma coisa é produto da imaginação ou até da loucura de outro, deveria pesquisar mais, meditar mais., procurar a verdade.
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Rubin,o paparazzo,o Lozinho ® respondeu
E muitos que fazem isto se dizem cientistas.
gisete disse
Muito bom !!!!!!!!!!!!!!!
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
CINHA disse
O que é a caverna? O mundo de aparências em que vivemos.
Que são as sombras projetadas no fundo? As coisas que percebemos.
Que são os grilhões e as correntes? Nossos preconceitos e opiniões, nossa crença de que o que estamos percebendo é a realidade.
Quem é o prisioneiro que sai da caverna? O filosofo.
O que é a luz do sol? A luz da verdade.
O que é o mundo iluminado pelo sol da verdade? A realidade.
Qual o instrumento que liberta o prisioneiro rebelde e com o qual ele deseja libertar os outros prisioneiros? A filosofia.
Mas por favor não me falem em Sócrates !!!! PLEASEEEEEEEEEEEE .....
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Deh disse
Alegoria sobre a ignorância do homem frente ao vasto campo do desconhecido.
Será que nossas verdades se resumem apenas ao que percebemos com nossos cinco sentidos?
Até hj, Nós ainda vivemos nossa própria caverna de platão.
Livre é quem pensa!
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Paula respondeu
Livre é quem se recusa a fazer parte do rebanho...
Deh respondeu
Com certeza amiga!
Ylena disse
Pílula vermelha ou azul? sempre haverá quem prefira manter-se na ilusão pois não tem forças suficientes para aguentar o período de transição entre a ilusão(maya)e a iluminação. Lembremos,pr ex, do personagem de Matrix(já que você optou por fazer este paralelo) que trai Neo e Orpheus porque queria sentir novamente o gosto de um bom bife e um bom vinho,mesmo sabendo que se tratava-se de uma ilusão.
Mas esta mensagem exortando-nos a uma busca pela Verdade e pelo Real não está presente apenas na cultura grega,mas ,como muitos devem saber, também na cultura indiana,chinesa, japonesa e até entre algumas tribos indigenas brasileiras.
E não deixa de ser interessante estarmso tendo esta discussão no mundo virtual!rs
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Paula respondeu
A filosofia acaba sempre por falar da posição dos homens, obedece sempre ao programa que Platão lhe traçou: “O objecto da Filosofia é o homem e o que diz respeito à sua essência de sofrer e de agir”. Mesmo no mundo virtual...
Ylena respondeu
Minha alusão ao mundo virtual foi feita pois ele é para muitos uma caverna dentro da caverna, além de se refugiarem da realidade ou da verdade(são a mesma coisa?) mantendo-se presos ao senso comum, limitam-se mais ainda privandose das experiencias que o mundo não virtual poderiam lhes proporcionar.
Nico Brodnitz disse
Vemos nesta analogia tb medo diante do desconhecido em geral. isso nos demonstra como o conhecimento ( na sua culminação: o auto-reconhecimento) é o mais fudamental que temos. Mesmo que Darwin queira nos degradar a um monte de células organizadas por uma inteligência que ele mesmo nem pode explicar, o que os rege em última instância é o nosso eu. Quanto mais desenvolvido este, maior a mais firme a orientação que temos.
em 20 Nov, 2011 - Para responder identifique-se - Comunicar
Paula respondeu
Para nos superarmos a auto-análise é essencial. A filosofia acaba sempre por falar da posição dos homens, obedece sempre ao programa que Platão lhe traçou: “O objecto da Filosofia é o homem e o que diz respeito à sua essência de sofrer e de agir”.